Sobre o curso de Monitoramento de Tendências

Já contamos aqui sobre o curso de Monitoramento de Tendências que rolou na Imaginarium. Precisa dizer que o pessoal passou um final de semana incrível, aprendendo pra caramba e trocando muitas ideias?

Na sexta e no sábado, muita informação e troca de conhecimento. No domingo, trabalho prático, onde dúvidas e apreensões foram desconstruídas. Com um desafio em mente, todos pensaram em estratégias viáveis e interessantes para possíveis clientes de Florianópolis. Cada um apresentou sua sugestão, e troca daqui, troca de lá… foi o máximo!

 Não mora em Floripa e ficou com vontade de fazer o curso? Fale com a Oxigênio pelo e-mail curadoriafloripa@oxigeniolab.com.br.



Curso de Monitoramento de Tendências na Imaginarium

Quer um curso incrível para aprender a monitorar tendências? É pra já! Nos dias 5, 6 e 7 de abril, aqui no escritório de criação da Imaginarium, o Laboratório [Ox]igênio var promover o Curso de Monitoramento de Tendências, com a analista cultural Carmencita Job, que já realizou pesquisas para empresas como a Box 1824, Renner, PepsiCo, entre outros.

O curso é para profissionais de comunicação, design, moda, arquitetura da informação, administração e outras profissões que envolvam pesquisa, conexão e olhar atento aos macro e micro movimentos da sociedade. O objetivo é aprender a monitorar tendências, percebendo seu nascimento, crescimento e evolução.

São só 15 vagas (corre!), e os participantes vão entender tudo sobre macro e micro trends, costura do cenário atual, participar de um safari orientado e ainda terão várias atividades práticas.

Interessou? Escreva agorinha para o e-mail curadoriafloripa@oxigeniolab.com.br para fazer a sua inscrição.



Color Forecast colorindo as ruas – e vice-versa

Incrível! A Color Forecast da marca Pimkie usa imagens de street view para indicar as tendências do que está colorindo as ruas das capitais da moda: Milão, Paris e Antuérpia (na Bélgica).

Para usar e abusar da plataforma, vale ficar ligado nas tabelas “yesterday’s colors”, “last week’s colors” e “last month’s colors”. Além disso, vale ficar de olho nas indicações “ao vivo” das cores urbanas.

Enjoy!



Caçando tendências

Hoje em dia, todo mundo usa o termo tendência: vermelho será tendência no inverno, tachinhas eram tendência no ano passado. Mas a pergunta é: será que as pessoas realmente sabem do que estão falando? Na verdade, a maioria não! Elas estão usando o termo para falar de “modismos”, que são a “materialização” de tendências maiores – macrotendências – que são o parâmetro para o comportamento global.

E como isso funciona? Existe um profissional chamado cool Hunter (que no sentido literal da palavra significa “caçador de coisas legais”), que sai por aí fotografando sinais de comportamento das pessoas para entender como a sociedade vai estar no futuro. Bem naquele estilo “as nuvens estão pretas, sinal de que vem chuva”. Sacou?

Pois é, porque antes mesmo de as pessoas saberem o que querem, já dá é possível perceber alguns sinais que demonstram isso! Normalmente, o trabalho do cool hunter gira em torno dos trend setters, pessoas à frente do seu tempo, os moderninhos dos moderninhos. Por quê? Pode-se dizer que os trend setters lançam a tendência, e aos poucos os moderninhos passam a agir da mesma forma, e no final todo mundo entra na mesma onda. Nisso, os trend setters já estão com outra novidade, e por aí vai!

Ficou com vontade de sair por aí caçando tendências (informalmente, claro)? Então olha nossa tradução de umas dicas preciosas para ser cool hunter que o  Trend Watching publicou:

1. Saiba o motivo porque você quer perseguir tendências.
2. Não confunda as tendências: há as macro, micro, modismos… a gente explicou isso num outro post, no blog da criação.
3. Reconheça os modismos!
4. Saiba que uma tendência não atinge todas as pessoas.
5. Seja muito hiper mega curioso.
6. Tenha um ponto de vista.
7. Tire proveito do excesso de informação dessa época.
8. Dê nome às tendências.
9. Para compreender bem a sua pesquisa, faça uma lista de tendências classificando cada uma.
10. Junte amigos, parentes, interessados para pesquisar. É legal ter um grupo para discussão.
11. Saiba colocar sua idéia: é importante saber “vender” sua pesquisa, mostrar para os outros com imagens, gráficos, vídeos…
12. Não se preocupe em perder o trem de alguma tendência, tenha em mente seu local, sua região, seu país. Depois você pensa no tempo!
13. Aplique as tendências em produtos e serviços.
14. Divirta-se! Deixe o pessimismo de lado.
15. Se a sua ideia é aproveitar as tendências em uma empresa ou coleção, é claro que vale passar a missão a profissionais da área.

E a gente adicionaria o item 16: é muito importante saber falar outras línguas!



Cool hunters, os caçadores de tendências

Sempre buscando informações e novidades para a Imaginarium, a Nanina Rosa, nossa Gerente de Marketing e Produto, fez um curso de Metodologia de Pesquisa e Análise de Tendências com o sociólogo Dario Caldas, do Observatório de Sinais, em São Paulo.

Foram dois dias de curso intensivo, com muitas informações e questionamentos, e ela conta que saiu de lá com alguns insights bem interessantes. Tanto gostou que resolveu dar uma palestra para nós aqui na Imaginarium, contando um pouco do que aprendeu, levantando alguns questionamentos e falando um pouco mais sobre alguns conceitos que a gente tanto ouve falar que acaba confundindo tudo.

Pra começar, é bom saber que existem algumas classificações para as tendências. Aquelas que são muito impactantes, que vão realmente mudar o jeito como as pessoas pensam, são chamadas macrotendências, tendências de fundo ou ainda trends, em inglês. É o caso da sustentabilidade, por exemplo, que é algo que veio pra ficar.

Já as microtendências, ou fads, têm menos impacto sociocultural, mas podem exercer forte influência em determinados setores e comportamentos. As tendências de moda geralmente se encaixam neste caso, como, por exemplo, o uso de saias bailarinas, que está super em alta. Ou ainda a estampa liberty, o estilo navy, etc.

Outras categorias são o boom, a bolha, o modismo e o cool. Sim, daí vem o termo cool hunting, que tanto se tem ouvido falar por aí. E o que é exatamente isso? Em tradução livre, são os caçadores de coisas legais, coisas cool. Os cool hunters geralmente estão mais atentos a microtendências, ao jovem, ao hype, e por isso são tão úteis em empresas de moda e design.

Outro conceito interessante é o Zeitgeist, ou o espírito intelectual de um momento, que exerce grande influência sobre as produções de determinados períodos. (Anota aí essa palavra, agora que você ouviu, pode ter certeza que vai notar em vários textos – e até em um filme!). A aceitação de uma idéia pode ser limitada pelo padrão dominante de pensamento de uma cultura, de uma região ou de uma época, mas uma idéia muito nova para ser aceita num período, pode ser entendida facilmente uma geração depois. Entendeu? Por isso, em um momento, a idéia de que a terra girava em torno do sol era considerada heresia, mas em outro momento ficou claro que era o correto. Tudo a ver com o zeitgeist!

Ok, e saber de tudo isso, nos ajuda em quê? Pra começar, as tendências são instrumentos que ajudam a controlar o risco e diminuem a incerteza em relação ao futuro. Elas são ferramentas de antecipação, algo que pode ser previsto através de alguns sinais. Ou seja: quanto mais atentos estivermos a estes sinais, e quanto mais bagagem a gente tiver pra interpretar eles, mais vamos desenvolver produtos bacanas e inovadores pra você! :-)

Precisa dizer que a palestra da Nani, que foi depois do horário de trabalho, teve um recorde absoluto de inscritos? É incrível como todo mundo anda curioso com essa história de tendências. Vai dizer que você não tá também? ;-)

Mas quer uma dica? Se você realmente se interessar e quiser fazer um curso sobre o assunto, pergunte aos instrutores se o curso realmente dá dicas para você mesmo pesquisar tendências ou se vai ser uma exposição das tendências do momento. Isso faz toda a diferença.

Alguns lugares que oferecem cursos do gênero no Brasil: IED, em São Paulo; Perestroika, em Porto Alegre; Lemon School, em Curitiba.